O ANO DE 2021 AINDA FOI DE CRISE, MAS A APEP SE FORTALECEU PARA O FUTURO

O ANO DE 2021 AINDA FOI DE CRISE, MAS A APEP SE FORTALECEU PARA O FUTURO

Ao pensar o ano de 2021, que acaba agora, vimos que a articulação de boas parcerias e a confiança entre nós superou a indiferença governamental em relação ao Polo Empresarial

A pandemia do novo coronavírus continuou a colocar o mundo em polvorosa ao longo de 2021, tal como fez em 2020, agora acrescida das terríveis variantes Delta e Ômicron – esta última ainda com potencial de impactos desconhecido pela ciência. Mas, nas piores hipóteses, o absolutamente desconhecido já está afastado, nos restando as cautelas e os cuidados exigidos pelos momentos e pelas circunstâncias. Isto se aplica para todos os setores da vida. À indústria inclusive.

Embora as empresas localizadas no Polo Empresarial de Porto Velho também tenham sido impactadas pela pandemia na mesma dimensão de outras, temos que comemorar a resistência com que todas elas administraram suas dificuldades e, ativas, chegaram ao fim de 2021. Isto pode ser traduzido na manutenção dos empregos, na expansão de algumas plantas e na melhoria da infraestrutura local – esta última resultado dos esforços dos empresários locais.

Neste sentido, a Associação do Polo Empresarial de Porto Velho – APEP teve papel relevante para manter a unidade das empresas, articular apoio e parcerias de interesse da Associação, dialogar com o segmento industrial como um todo e, principalmente, abrir debate com a sociedade. O resultado disso é que nenhuma demissão ocorreu no âmbito das empresas ali instaladas.

Ressalte-se, entretanto, que, com exceção de um trator que nos foi cedido, todos os esforços direcionados ao setor público para aquilo que é de responsabilidade dele, foram inúteis. E falo aqui de questões básicas como segurança, asfalto, iluminação pública e serviços de zeladoria, todas inseridas na agenda cotidiana do governo estadual.

Mas, isso não nos impediu de avançarmos. Um dos avanços importantes foi a parceria com a Secretaria Municipal de Saúde – SEMUSA, que, numa ação realizada no próprio Polo, permitiu a vacinação de todos os funcionários que ali trabalham, no momento mais agudo da pandemia.

Outro avanço significativo foi o encontro entre a APEP e a Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA. Pasmem! Este encontro decorreu da publicação do meu primeiro artigo que, lido pela sede na capital do Amazonas, nos colocou em contato com a gerência estadual e, imediatamente, iniciamos um promissor diálogo e uma agenda de ações conjuntas.

Outro momento marcante foi a comemoração do Dia da Árvore, em que a APEP, em parceria com a associada Sustem Nutri, promoveram uma plantação coletiva de ipês roxo na alameda principal do Polo. Este evento demonstrou o compromisso das empresas com a preservação e sustentabilidade e contou com a presença do diretor regional da Suframa e do superintendente adjunto da Superintendência de Desenvolvimento e Infraestrutura – SEDI.

Numa demonstração de organização interna e de unidade de todas as empresas em torno do fortalecimento da APEP, na Assembleia Geral realizada em novembro, os associados aprovaram por aclamação a nossa recondução para mais um mandato à frente da entidade e dos demais dirigentes. E mais: na mesma reunião aprovamos a criação do Instituto Indústria Viva (nome provisório), que será o braço técnico da APEP para a realização de pesquisas, formação profissional, educação, estimulo à inclusão produtiva e apoio às comunidades do entorno do Polo Empresarial. Além disso, pela primeira vez, aprovamos a criação de uma taxa de contribuição à Associação, que lhe permitirá manter suas atividades e custear a criação e o início das ações do Instituto Indústria Viva.

Além disso, a APEP se colocou diante da sociedade com a publicação de artigos e várias entrevistas que concedemos, nos quais defendemos nossa visão de desenvolvimento econômico do estado, da nossa organização produtiva, da nossa relação com o meio ambiente e, sobretudo, da nossa preocupação com a geração de empregos para o agora e para o futuro.

Apesar dos avanços, A APEP tem dois desafios estruturais a enfrentar no fortalecimento da indústria de Rondônia. O primeiro deles é reduzir a diferença do Produto Interno Bruto – PIB produzido pelo Agro e o produzido pela Industria (32% e 15%, respectivamente). O segundo desafio, este totalmente dependente do primeiro, é a redução da diferença entre os salários pagos pela indústria de Rondônia e os pagos pelas indústrias localizadas em outras regiões do País.

Com a APEP fortalecida e preparada para o futuro, o arrefecimento da pandemia e a instalação de sete novas plantas industriais no Polo[1], o ano de 2022 será marcado pela consolidação do espaço como centro de desenvolvimento, de incorporação de tecnologias, de inovação, de geração de empregos, de práticas sustentáveis e de preocupação com o social. É a indústria de Rondônia ocupando o lugar que lhe cabe no crescimento do estado.      


(*) Estenio Junior, empresário e presidente da Associação do Polo Empresarial de Porto Velho – APEP pelo segundo mandato, é natural de Fortaleza, CE. Reside em Porto Velho desde 1985. Cursou o ensino médio no Colégio Dom Bosco, é graduado em administração de empresas. Iniciou carreira empresarial vendendo alimentos nas ruas da cidade. Logo inicia a produção do suco QUERO MAIS, em espaço cedido por seus pais. Em 2008, se muda para o Polo e dá continuidade à produção do suco QUERO MAIS, que é líder de mercado há 16 anos.

[1] Todas já licitadas e em fase de instalação.

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